É finalizada a segunda fase de gravação do Filme Flor de Abril. 
Cinema de baixo orçamento e grande repercussão junto ao público tem sido uma das marcas de Cícero filho, jovem diretor de cinema que, até 2010, estará lançando seu quarto filme comercial nos cinemas: Flor de Abril. O filme faz referência a uma flor de beleza simples, de cor amarela, que nasce nas terras nordestinas em um curto período do ano e logo murcha. A beleza e a morte estão interligadas nessa nova produção, que explora as tragédias inevitáveis da vida. A história, dramática, acompanha a trajetória de Teresa, interpretada pela atriz maranhense Dayse Bernardo. Romântica e impulsiva, Teresa é arrastada pelas circunstâncias, ama, mata, foge até ser confrontada pelo destino. A história original é do próprio Cícero Filho, mas o roteiro está sendo escrito pela jornalista Kelma Gallas de Teresina, PI e o escritor Paulo Batalha de São Luis, MA. “Impressiona, nessa história, a carga emocional dos personagens e a total entrega dos atores para que as cenas tenham o necessário impacto”, explica. Para Cícero Filho, o novo filme trata de um tema universal que é o amor. “É um filme delicado que explora o sentimento e vai mexer com quem estiver assistindo. Vamos mostrar como algumas pessoas são capazes de fazer loucuras para conquistar o amor e que, ao mesmo tempo, ele é um sentimento possível e que não se pode desistir dele”, afirma Cícero Filho. 
Protagonistas do longa "Flor de Abril" Dayse Bernardo (Teresa) e Eric Gaigher (Francisco) no Povoado Barro Vermelho, povoado proximo a cidade de Poção de Pedras, Maranhão. A história de “Flor de Abril” em nada lembra o Cícero cômico de “Ai que Vida”, filme que explodiu junto ao público do Norte e Nordeste do país e continua fazendo enorme sucesso. O tom dessa história está mais próximo de “Entre o Amor e a Razão”, filme que marcou sua estréia nos cinemas comerciais em 2006. Além de Dayse Bernardo, participa do núcleo dramático principal do filme os atores de São Paulo, Eric Gaigher, Diego Soares e Vinicius Fiamini. O elenco secundário conta com mais de 35 atores, selecionados no Piauí e Maranhão. 
As gravações do filme “Flor de Abril” começaram em janeiro deste ano e prosseguem até o próximo semestre. A previsão é de que seja lançado em outubro de 2010. “Como sempre, o nosso cronograma está em função dos recursos e da disponibilidade dos atores e da equipe técnica”, explica Cícero Filho. O filme está orçado em cerca de 200 mil reais, um valor acentuadamente superior ao do “Ai que Vida”, que custou cerca de 30 mil reais. A explicação é que aumentaram o número de locações, deslocamentos, a e equipe técnica e corpo de elenco são bem maiores. O custo também ficou maior devido a núcleo centrak de atores nacionais. O projeto está atraindo a atenção de grandes empresários, mas nada fechado até agora com empresas, apenas o Governo do Estado do Piauí que se comprometeu a apoiar o projeto. No caso, os equipamentos de filmagem foram cedidos pela Chroma Vídeo, que entra como uma das empresas incentivadoras. Uma impressionante rede de apoios tem garantido o transporte, alimentação e hospedagem da equipe e dos atores nos períodos de gravação. 
A 1ª e 2ª fase do filme "Flor de ABRIL" foram rodadas nas cidades de Pedreiras, Riachão e São Luis do Maranhão, também em Teresina no estado do Piauí. Neste momento, já foram concluídas as gravações da primeira etapa e segunda fase do filme, que retrata a adolescência e casamento de Teresa e sua decadência como ser existente nesse universo conturbador. As cenas da primeira etapa foram gravadas nas cidades maranhenses Barro Vermelho, Pedreiras, Poção de Pedras, Riachão e, no Piauí, em Teresina e Amarante. Na segunda etapa, que prosseguiu até o final de outubro, concentram-se em São Luís do Maranhão. A terceira etapa, que será gravada no final do primeiro semestre de 2010, as cenas serão rodadas em São Paulo, SP, Pedro II, PI e outras cidades do Maranhão. “A minha expectativa é o filme tenha uma grande repercussão, especialmente, por causa da qualidade técnica alcançada, tanto nas imagens como na interpretação dos atores”, diz Cícero. TRAJETÓRIA DE SUCESSO
 Cícero Filho, diretor cinematográfico TVM Filmes e a atriz Zumira Bezerra (Tia Sibita) Filho do proprietário de uma TV comunitária no interior do Maranhão, Cícero Filho começou a realizar produções caseiras junto com os vizinhos e colegas de escola. Em Teresina, escolheu cursar Jornalismo, ingressando na Faculdade Santo Agostinho (FSA), local onde encontrou apoio para suas produções. A FSA patrocinou os filmes “Entre e o Amor e a Razão” e “Ai que Vida”. “A faculdade tem sido de fundamental importância para o meu desenvolvimento profissional. Mas, como o valor da nova produção é bem mais alto, existe a necessidade de buscar outros patrocinadores. E ainda falta bastante, pois até agora não temos nem 1/3 do valor necessário para finalizar o filme”, ressalta. Lançado em 2007, o filme “Ai que vida!” foi o primeiro sucesso do cineasta. Além de conquistar salas de cinema de várias cidades do Piauí e Maranhão, bem como festivais da Paraíba e Brasília, com o patrocínio do Governo do Estado, o filme chegou a produzir 300 cópias de DVD. “O sucesso de “Ai que vida” foi uma surpresa, mas acredito que isso foi resultado do tipo de produção, que é uma comédia que explora a regionalidade. As pessoas assistem ao filme e se vêm nele e isso aproxima o cinema da população. No novo filme resolvemos não deixar cair essa intimidade com o público”, ressalta Cícero Filho. Cícero também pretende lançar, até 2010, a comédia experimental “Dê uma Xanxa ao amor”, produzida em julho de 2008.
Escrito por TVM Filmes às 22h32
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FILME "AI QUE VIDA" TORNA-SE UMA FEBRE ENTRE OS CAMELÔS DO NORDESTE, MAS O DIRETOR CÍCERO FILHO ESTÁ PRODUZINDO UM NOVO FILME PARA 2009
 Protagonistas do filme "AI QUE VIDA" Rômulo Augusto e Irisceli Queiroz A comédia "Ai que Vida", do cineasta Cícero Filho, 26 anos, repete no âmbito do Piauí e do Maranhão, o que o filme "Tropa de Elite", de José Padilha, provocou no Rio de Janeiro em 2007, quando se tornou sucesso de venda junto aos camelôs. O filme de Cícero Filho, lançado em setembro de 2007, foi sucesso imediato de bilheteria. Estreou nos dois cinemas de Teresina e circulou por várias cidades do Piauí e Maranhão, e em festivais da Paraíba e Brasília. Por meio de um patrocínio do Governo do Estado, o filme chegou a produzir 300 cópias de DVDs, precariamente distribuídas nas locadoras da cidade. Mas foi o suficiente para que, em poucos meses, o filme se tornasse uma febre entre os camelôs de Teresina, e chegasse a outras cidades, espalhadas por atravessadores e fãs do filme. A versão pirata, que está sendo oferecida a R$ 5 no comércio informal, tornou-se um dos produtos mais vendidos nas bancas de camelôs da cidade. Mas não apenas em Teresina. O filme é sucesso incondicional em várias cidades do Brasil e até fora do país por meio da internet. 
Cícero Filho e amigos. O diretor e roteirista do filme, Cícero Filho, que está concluindo uma pós-graduação em cinema, na Anhembi Morumbi, em São Paulo, conta que já foi surpreendido pela venda de seu filme até entre os camelôs de São Paulo. "Talvez eu mesmo tenha sido o responsável por esta proliferação, porque vendi uma cópia em DVD original para um rapaz, que estava indo para São Paulo e ele disse que ia ganhar muito dinheiro com ela. Não liguei na época, mas acho que ele era atravessador". De volta a Teresina, onde passa férias, Cícero ficou surpreso mais uma vez, pois o ônibus que fez a rota São Paulo - Teresina estava exibindo seu filme para os passageiros. "Isso mexe muito comigo porque o filme não foi bem distribuído. Não tive recursos para bancar essa etapa", explica. Pirataria atrapalha? No Brasil, onde o cinema amador tem poucas chances diante do cinemão comercial, a pirataria é uma forma de fazer circular a sua produção que foi feita na base do mutirão e poucos patrocinadores. O elenco, formado em sua maior parte, de amadores, abriram mão de seus cachês. A equipe técnica era extremamente reduzida. O próprio Cícero acumulou várias atribuições: roteiro, direção, direção de arte, filmagem, produção, cenários e, até, maquiagem. "Fico feliz ao ver que o filme continua sendo visto pela população. Difundir o cinema para as pessoas menos favorecidas é um foco primordial de minha atuação. É o meu maior objetivo", finaliza. 
Bastidores do longa-metragem FLOR DE ABRIL Agora, a sua própria produção chama-se "Flor de Abril". O aspecto romântico do filme fica no título. Trata-se de um drama, urdido com muita dor e frustração, como a que passa personagem principal, Teresa. O filme está sendo produzido com a participação de atores de São Paulo, Piauí e Maranhão. E agora, pela primeira vez, atores profissionais como protagonistas. De São Paulo, um time formado por jovens e promissores atores de teatro:, Eric Gaigher, Diego Fernandes e Vicinius Fiamini, do Maranhão, um time de peso como Brenna Lima (que fez Entre o Amor e a Razão) e Dayse Bernardo, que fará a protagonista. "É um projeto diferenciado na medida em que estamos procurando dar um maior profissionalismo, tanto no aspecto técnico, como na atuação", diz. 
Capa do experimental "Dê uma Xanxa ao Amor", exibições apenas em circuitos alternativos. Outra produção - também explorando a veia cômica do diretor - é o inédito "Dê uma Xanxa ao Amor", que trabalha com atores amadores e tem uma linguagem experimental. O filme está sendo finalizado e deve estrear em Dezembro de 2009. "É um trabalho a partir de uma vertente teórica que aprendi no curso de cinema e que quis colocar em prática", explica.
Escrito por TVM Filmes às 21h51
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